ESPELHO OCO
Você chegou falando a língua das coisas profundas, como quem reconhece um mapa antigo e diz: “eu também estive aí”. Eu acreditei no eco, Não por ser vulnerável ou vítima, Mas pela minha natureza de criar conexões na profundeza dos laços, no olhar sensível na coincidência bonita das ideias, no espelho que não distorce. Eu também te abri o que era sagrado Espiritualidade, vivências, meus processos, minhas conversas internas, meus caminhos de cura. Mas havia pressa no que parecia encontro, atalho onde eu esperava caminho, havia uma mão que puxava antes de sustentar. Eu disse não, e o não virou detalhe na sua narrativa. Você entrou, mas não ficou para ver o que deixou. Depois, veio o silêncio: nenhuma pergunta, nenhum cuidado, nenhuma responsabilidade pelo que atravessou. E hoje vejo: nem todo ouvido que escuta é espaço que acolhe. Ficou claro, então, que a profundidade era chave, não casa. E eu, que abro portas com sentido, aprendo agora que nem todo esp...


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