SOBERANIA E CURA: O RETORNO PARA O LAR INTERIOR
"O ouro só tem valor porque a gente dá valor para ele. Quando o homem para de dar valor, o ouro perde o valor." Essa frase ecoa como uma máxima antiga, mas leva tempo até que a alma compreenda a engenharia do seu significado. Durante muito tempo, acreditei que o meu valor se media pela capacidade de restaurar o que parecia quebrado. Inclinava-me sobre presenças indisponíveis, afetos em sobressalto ou histórias presas a fantasmas do passado, enxergando ali um chamado. Vestia o manto do resgate, oferecia a minha melhor escuta, a minha inteligência, as minhas palavras e o meu colo, acreditando que, se eu fosse suficientemente profunda, inteira e generosa, o encanto finalmente se completaria. Eu não sabia, mas não era a consciência adulta que guiava essa busca. Era a minha criança interna. Era aquela menina que, num tempo antigo, aprendeu que o afeto precisava ser conquistado no esforço, na entrega desmedida e no empenho de fazer o outro permanecer. Inconscientemente, o meu olhar...








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