19 junho, 2017

Otimismo

Depois de algum tempo sem alimentar meu Blog, resolvi revisitá-lo e agregar algo que foi de suma importância nesses últimos dias. O cordel sobre otimismo do meu conterrâneo Bráulio Bessa, sem palavras! Ele diz por si só! A gente perde tanto tempo com apegos: pessoas, coisas, dinheiro, lugares, trabalho e etc. Quando "perdemos" pensamos que é o fim do mundo, choramos, sofremos... Pra isso eis a resposta:

Sobre a vida... 
sendo eu um aprendiz 
a vida já me ensinou 
que besta é quem vive triste 
lembrando do que faltou 
magoando a cicatriz 
esquece de ser feliz 
por tudo o que conquistou 
afinal, nem toda lágrima é dor 
nem toda graça é sorriso
nem toda curva da vida 
tem uma placa de aviso
nem sempre que você perde
é de fato um prejuízo
o meu ou o seu caminho
não são muito diferentes
tem espinho, pedra e buraco
‘pra mode‘ atrasar a gente
não desanime por nada
pois até uma topada
empurra você pra frente
só eu sei cada passo por mim dado
nessa estrada esburacada que é a vida
passei coisas que até mesmo Deus duvida 
fiquei triste, capiongo, aperreado 
porém, nunca me senti desmotivado
me agarrava sempre numa mão amiga
e de forças minha alma era munida
pois do céu a voz de Deus dizia assim:
suba o queixo, meta os pés, confie em mim
vá pra luta que eu cuido das feridas."

17 setembro, 2015

SOBRE PRESERVAR SUA NATUREZA


Salve a Mata Atlântica, não polua mares e rios, proteja o ar que a gente respira, não deixe que ipês e plátanos sejam arrancados para dar passagem a viadutos, não pise na grama, não compre nem venda animais silvestres, mas, sobretudo, preserve sua própria natureza.

Se você não nasceu para o terno e gravata, para o ar-condicionado e para reuniões, não seja um executivo, não ambicione ter tanto dinheiro, não pegue a trilha errada porque, lá adiante, vai dar preguiça de retornar e começar tudo de novo.

Se você não se imagina passando o resto da vida ao
lado de uma única pessoa, se tem fome de liberdade, se gosta de estar em trânsito e experimentar toda forma de amor, e desconfia que sempre será assim, não importa a idade que tiver, então não case, não siga padrões de comportamento para os quais você suspeita não ter talento.

Se você sente que tem um amor enorme dentro de você e precisa dividir isso com alguém, se há em você generosidade suficiente para dedicar a maior parte do seu tempo a ensinar, brincar e criar uma pessoa, então não deixe de ter um filho, mesmo que não tenha com quem concebê-lo, mesmo que pense que já perdeu esse trem: perdeu nada, adote uma criança.

Se você não suporta mais ser governado, se não tem paciência para esperar as coisas acontecerem, se seu voto não tem adiantado grande coisa, se sua cabeça está cheia de idéias simples e praticáveis, se você tem o dom da oratória, muitos amigos, um ótimo caráter e acredita que pode mudar o que está aí, filie-se a um partido, apresente suas soluções.


Se você não é capaz de ficar com vários caras num único verão, se não faz questão de sair para a balada todas as noites, se sonha em encontrar um amor de verdade, alguém que a compreenda e seja um parceiro pra sempre, então não force outros relacionamentos, lute pelo seu ideal romântico, não se avexe de estar na contramão.

Não devaste nem polua você mesmo.



Martha Medeiros

16 setembro, 2015

FOTOGRAFIA

No godê do vestido giravam mais que bolinhas, giravam fantasias e inspirações,
As mãos dadas, nos lábios, os sorrisos que aproveitavam pra dançar suavemente, constantemente.
E o vinho tingindo as entranhas, enrubescendo as faces, vivificando as almas
Estas que, ditosas e radiantes revelavam o que havia de mais sagrado, de mais absurdo.
Toneladas de existência que levemente manavam para o interior das vidas.
Das passagens que carecemos sentir garantia em proferir:
Amores antigos, amigos, raízes, natureza, cultura..
Crus, aventurados, expostos, sujeitos a si próprios,
 E não havia sequer qualquer pré-julgamento ou atribuições de juízo de valor.
Ao contrario, laços foram criados, abraços foram perpetuados.
Tudo à volta se mostrava como uma fotografia, desfocada.
Enquanto o foco, o brilho, o contraste encontrava-se nos olhos, nos lábios.
Fortaleciam ainda mais as cores daquela bela fotografia
Criando uma atmosfera exata de veracidade e confiança.
O magnetismo desmedido, o toque, a tez.
Foi o que sutilmente fez com que apanhassem os cacos da mesa
E moldassem em formas novas, jamais saboreadas.
Como adolescentes na madrugada fria e esperançosa,
Despertavam a cobiça nos que estavam de passagem,
Que como eles, desejariam estar envolvidos naquela vivacidade,
Na afabilidade dos abraços abastados e apertados
E dos beijos entusiásticos, aprazíveis e ardentes.
Mas aquilo era apenas o de mais simples que a vida podia lhes reservar,
E em tal simplicidade se revelava sua completude.
No balcão, deixaram marcas que simbolizavam aquele momento.
As voltas incessantes pela cidade bonita,
E os ponteiros que entravam em constante maratona,
O dia, o sol, a claridade tinha grande afã em despontar!
Fez surgir então uma despedida preguiçosa ...
Desejosos de que o tempo se entendesse um pouco mais
Eternizaram toda a essência dentro de um abraço arrebatador.


Ana Mais do Que Nunca.